Deadjow não habita a morte ele administra a decomposição do sentido.
Sua estética vermelha e negra não serve ao choque gratuito, mas à exposição crua de uma ideia: tudo o que vive, vive em processo de apodrecimento simbólico.
Deadjow vem de um lar-necrópole.
Não há vivos em seu domínio porque, ali, a vida foi considerada um experimento encerrado, os mortos convivem com mortos não por castigo, mas por coerência filosófica, a morte não é oposição à vida, é a sua forma mais honesta.
O campo astral que permeia sua galáxia, feito de matéria escura, sugere que o universo não é sustentado pela luz, mas pelo que não se vê, não se explica e não se resolve.
Deadjow aceita isso.
Ele não busca salvação, transcendência ou progresso.
Ele observa.
Deadjow é pessimista porque já chegou ao fim das perguntas otimistas.Enquanto outros personagens ainda especulam futuros, ele contempla restos.
As Luas de Lápides aparecem como cenário recorrente: satélites de memória, túmulos orbitais, símbolos de um tempo que não avança, o relógio de areia reforça essa ideia o tempo não corre, ele escorre.
Quando Deadjow afirma que “realmente não tem tempo”, não é pressa: é desistência da cronologia como valor.
Quando ele afirma:
“O universo não é o melhor palco”
Deadjow é:









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