Voltei a tocar, despretensiosamente, no meu quarto há uns três anos. Com o tempo, decidi aprender e experimentar coisas que sempre considerei divertidas: surf rock, punk rock, rockabilly e grunge, passando aqui e acolá pelo crossover thrash metal, até mergulhar de vez no stoner doom e no rock psicodélico.
Sempre foram gêneros que tive vontade de aprender, e, aos poucos, fui aprendendo. Ainda assim, sei que nunca me dediquei o suficiente para levar isso realmente a sério. Talvez justamente por isso a música tenha permanecido como uma forma mais livre de expressão individual: improvisos enérgicos, timbres distorcidos, efeitos bem aplicados e aquela vontade simples de experimentar até descobrir algo que soe interessante.
No fim, nunca foi sobre ser um músico virtuoso, mas sobre me divertir, experimentar e registrar, de alguma forma, aquilo que consigo transformar em som.
Sinta-se convidado a conhecer este som progressivo e experimental, que mistura riffs enérgicos de punk rock com um desfecho imerso em uma atmosfera psicodélica, bem à la Pink Floyd.
Foi uma música criada durante um período bastante interessante da história do projeto: uma pausa nas novas edições dos quadrinhos, sem nenhum novo quadro publicado por dois anos, mas marcada por muitos avanços em outras áreas distintas, como a tatuagem e a diagramação editorial.






















