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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Como foi Efeitu Borboleta na Exposição Soul Arte 2024

 SOUL ARTE 2024 
No início de 2024, a cidade de Picos-PI e macrorregião foi palco de um encontro especial entre artistas regionais que, juntos, ocuparam um espaço expositivo com obras de estilos, linguagens e sensibilidades diversas. Mais do que uma simples mostra, aquele momento se configurou como um ponto de convergência criativa: ideias, afetos e trajetórias se entrelaçaram diante do público, provocando contemplações profundas.

A pluralidade ali presente era singular, havia diferentes áreas de atuação, técnicas variadas, materiais contrastantes e, sobretudo, vidas distintas se expressando por meio da arte, cada trabalho carregava marcas de processos pessoais, atravessamentos culturais e visões únicas de mundo, o que tornava o percurso pela galeria um convite constante à escuta sensível e ao olhar atento, não se tratava apenas de observar obras, mas de atravessar narrativas.

O evento marcou a inauguração da galeria Soul Arte e contou com a presença das obras de Moura, Gabriel, Marcos Ruan, Adassa, Daniel, Amanda Vitória, Jadson, Oliverton Escórcio dentre outros talentos incríveis do Piauí.

Poderia me estender comentando sobre as inúmeras obras externas que me tocaram naquele dia e não foram poucas, no entanto a intenção desta postagem é registrar um momento específico e particularmente significativo: a primeira exposição do Universo de Efeitu Borboleta ao público, desde sua criação, seis anos antes.

Flyer construído para a Exposição Soul Arte no Piauí Shopping em Picos-PI nos dias 23 e 24 de Março de 2024, no cartaz informações sobre o evento, cada artista teve seu cartaz, seu QRcode em uma organização que foi um grande sucesso entre os membros participantes.

Falar sobre os personagens, mundos, simbolismos e idéias que permeiam o Universo da minha obra me deu certo nó na barriga, ainda que soubesse e estivesse ciente de tudo que escrevi, comunicar nunca foi meu forte, me divulgar nunca um troféu, ali não havia um nicho a ser conquistado, mas visitantes de diferentes gostos e apreciações, um desafio ao introspectivo, um ótimo desafio para tornar o quadrinho visível.

Fazer parte da Soul Arte foi, para mim, uma experiência profundamente gratificante e energizante, o contato direto com outros artistas sempre me pareceu algo distante, quase inacessível, ainda que eu estivesse cercado de referências, autores e influências mesmo que de forma indireta. 

Estar naquele espaço, dividindo paredes, histórias, expectativas e silêncios com pessoas tão marcantes, provocou uma reviravolta na forma como passei a encarar a arte, a criação deixou de ser apenas um exercício solitário e passou a se revelar também como um gesto de troca, presença e pertencimento.

Na foto a esquerda: os Prints de todos os personagens e capas de Efeitu Borboleta organizadas na parede da Galeria ao lado de outras obras, a direita: André Felipe Fidelis tira foto com a plaquinha receptiva no mini cavalete.

Conversas espontâneas, olhares atentos, comentários sutis e reações do público construíram uma camada invisível, porém essencial, da exposição, a arte se fez viva no diálogo, no reconhecimento mútuo e na sensação de que, mesmo partindo de universos distintos, era possível compartilhar um mesmo espaço simbólico. 

Essa exposição não foi apenas uma apresentação de obras, mas um ponto de inflexão. 

Um início visível de algo que, por muito tempo, existiu apenas como possibilidade. 

Podemos ver obras de Razzimini dentre outras no início do evento, abraço especial para Daniel Lima que coordenou uma ótima curadoria e ao Lincoln carinho pela hospitalidade e convite participativo.

Prints Disponíveis no Evento

Três prints do Volume I de Poesia Livre
Capa personalizada do Volume I de Poesia Livre
Print do Volume I de Poesia Livre
Print do Volume I de Poesia Livre
Print YAHWEH! do Volume I de Poesia Livr
Print Pescador de Galáxias do Volume I de Poesia Livre
Print de Chuva no Cerrado Volume I de Poesia Livre
Print de Tempo Nublado no Cerrado Volume I de Poesia Livre
Print de Tempo Fechado no Cerrado Volume I de Poesia Livre

Cada venda representou mais do que um produto entregue: foi um encontro, uma tentativa real e concreta de comunhão entre quem cria e quem recebe, entre a ideia que nasce solitária e o leitor que a acolhe, ver esses prints é testemunhar que o gesto artístico atravessou a tela, rompeu o silêncio e encontrou eco do outro lado.

O evento se revelou uma experiência ótima, um espaço onde a obra deixou de ser apenas conceito e passou a existir como troca, como resposta, como presença, houve risco, houve tentativa, houve entrega e nisso reside a verdadeira gratificação, criar é sempre um ato de fé, e cada retorno foi a confirmação de que essa fé não caiu no vazio.

 Mais do que sucesso comercial, houve conexão, houve escuta, houve a materialização de um desejo antigo: transformar pensamento, símbolo e narrativa em algo partilhável, palpável, humano, uma comunhão imperfeita, mas sincera e exatamente por isso, real.  

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